
Foi na Paróquia do Mártir São Sebastião, uma realização do INSEAS (Instituto de Estudos e Ações Sócio-Políticas), Comitê 9840, Comitê Sul-Mineiro Contra a Corrupção e Diocese da Campanha e Movimento de Fé e Política, com apoio da imprensa regional, Folha de Varginha e Blog do Madeira. Nove candidatos participaram. A estadual: Dilzon Melo (PTB), Armando Fortunato (PSB), Geisa Teixeira (PT), Professora Magda (PMN), Demétrio Junqueira (PSB), William do Skate (PC do B). A federal: Professora Dilza (PSL), Adilson de Oliveira, o Pé de Chumbo (PR) e Palhaço Break (PV). O candidato Dimas Fabiano, que tem domicílio eleitoral em Varginha, não participou e comunicou que estava fazendo campanha em quatro cidades do Sul de Minas, naquele dia. O Salão do Mártir ficou lotado. Clique no título para sab er como os candidatos se saíram.

O debate, passo a passo
Dilzon Melo se saiu melhor. Respondeu sobre atribuições do deputado, como trabalhar pelas cidades em que atua na Assembleia e sobre funcionalismo público. Concluía as perguntas no tempo exato. A candidata Professora Magda recebeu uma pergunta sobre a Lei 100, que exonera professores contratados. Professores da rede estadual pediram que a pergunta fosse dirigida a Dilzon. Como o regulamento não permitia, ele se disponibilizou a responder depois, pessoalmente, com os professores. Sobre recursos que deputados podem direcionar às cidades onde trabalha, Dilzon disse que é muito pouco: “Cada deputado tem um milhão e meio para trabalhar em todas as cidades de sua base política. Para Varginha, são apenas 50 mil reais. Posso ajudar a cidade por meio de ações como a construção do Centro de Convenções, a duplicação do final da Contorno e outras obras que serão executadas”.
Armando Fortunato se saiu bem. Respondeu com propriedade, principalmente questões relativas aos candidatos Ficha Limpa (ele instituiu a lei da Ficha Limpa em Varginha, que proíbe pessoas com condenações na justiça a ocuparem cargos de confiança); baixo salário dos professores (lembrou que sentiu o problema na pele, pois é filho de professora); mais empregos para Varginha (Armando criou um comitê para incentivar a criação de empresas na cidade) e partidarismo (como trabalhar pela cidade, caso presidente, governador e/ou prefeito sejam de outros partidos): o candidato disse que Varginha está acima de partidos políticos.
Geisa Teixeira, apesar de sua experiência como primeira-dama e presidente do CDCA, quando comandou a reforma de creches em Varginha, poderia ter se saído melhor. Referiu-se ao trabalho realizado pelo “saudoso ex-prefeito Mauro Teixeira” em áreas sociais da cidade. Mas se dispersou em algumas respostas.
Apesar de neófita, Professora Magda teve a “sorte” de receber perguntas sobre Educação. Criticou duramente a remuneração aos professores e defendeu uma política permanente ao setor.
Demétrio Junqueira, que trabalha na Regional de Saúde, também teve a “sorte” de receber perguntas sobre a Saúde. Em determinado momento, preferiu falar sobre outros assuntos, pois já teria apresentado sua plataforma de trabalho no setor de saúde. Indignado, bateu duramente nos governos estadual e federal.
William do Skate derrapou em algumas questões, como uma pergunta sobre a discrepância do valor do IPVA frente à desvalorização dos veículos. Mas se saiu bem ao defender melhores salários e criticar o governo.
A candidata a deputada federal Professora Dilza respondeu perguntas sobre Educação. Outra coincidência, pois as perguntas eram sorteadas. Também criticou a baixa remuneração e falou sobre a importância da formação acadêmica dos profissionais da rede pública.
Adilson Oliveira, o Pé de Chumbo, tergiversou nas respostas. Mas se saiu bem, pois sempre fala o que o público quer ouvir. Critica o baixo salário dos professores, conta a própria história (quando ia à escola mais para comer a merenda e depois pulava o muro. Em seguida, critica quem faz isso, dizendo que aprendeu que não é correto), defende salário mínimo mais alto. Com isso, protagonizou alguns dos momentos em que o público mais prestou atenção.
Palhaço Break é o Tiririca de Varginha. Criticou a quantidade de material de propaganda utilizado por alguns candidatos, fingiu que tropeçou e quase caiu no chão, e afirmou que faz campanha e… Varginha e Elói Mendes. Conquistou pela simpatia, mas não apresentou propostas.
As perguntas feitas pelo público passaram por triagem, em mesa composta pelos professores Mestre em História Nelson Andrade (professor em escolas municipal e estadual), pelo secretário-geral da OAB Mailson Martins e pelo Professor Dr. Lincoln Thadeu Gouvêa de Frias (Unifal). O encerramento foi feito pelo professor Luiz Henrique, diretor do INSEAS.








Devido o comentario do blog,eu apresentei proposta contra o crak onde trabalharia incansável,e faria um projeto para diminuir as cadeiras dos deputados pela metade onde sobraria dinheiro publico para investir na saúde,inclusive no baixo sálario dos técnicos de enfermagen que é apenas 850 reais que foi mencionada no debate.e para o mundo que eu quero desce,o debate não poderia ter fotos e não poderia ser filmado e nem comentado segundo as normas do comite 9840 eu acho que tem mais tiririca por ai não só eu.
Concordo com a professora Lydia, a síntese do Marcus foi super bem construída. Parabéns, pela condução do debate e pelo primoroso texto.
Parabéns aos promotores do evento, aos candidatos e ao Madeira que propicia-nos o acesso à síntese muito bem articulada com seu parecer, isento e lúcido, sobre o desempenho de cada concorrente.
Eu mesma, que não pude estar,em função de coincidência com Missa de sétimo Dia de Falecimento, na família, senti-me feliz ao ler a matéria.
Muito estranho uma cidade como Varginha ter tanto candidato, até parece campanha para Vereador.
Com certeza pessoas de fora de Varginha também devem estar estranhando isso. A questão chega as raias do absurdo,como pode um partido nanico lançar 2 candidatos a deputado estadual dentro da mesma cidade.
É muita coisa ainda vai rolar, de certo é que Varginha pelo debate não mostrou nenhuma liderança nova, nada de novo, é a velha politica velha, mesmo que tentam falar em politica nova, mas é um tal de puxar tapete,de entrar na ultima hora em partido, de dobrar com fulano,sicrano, talvez o próprio Break, tenha saído bem,dentro do que propôs, também não adianta falar em proposta, pois qualquer ser humano normal nesse país, sabe que enquanto não tiver uma reforma tributária em partes iguais para os 3 entes, município e estados serão eternamente patinhos feios e promessa de deputado não vai passar disso, ou seja mera promessa. Nenhum dos debatedores falou de reforma tributária, o que significa que tudo é blá blá blá blá.