Enquanto atende, a dona da loja de artesanato que fica de frente para o ribeirão não tira os olhos da água. Ela guarda o trauma da enchente de 2000, que alagou praticamente todas as lojas das avenida
s Dom Pedro II e Comendador Costa, as principais do comércio e mais próximas do ribeirão. “As águas subiram mais de um metro, na noite de hoje. É questão de horas para chegar na rua”.
Na banca de revistas do calçadão, acontece o mesmo. O rapaz conta que as águas estão subindo 5 cm por hora. “E está prevista mais chuva na parte da tarde”.
O problema é que as águas pararam. Não há mais vazão. As ruas atrás do Hotel Brasil já transbordaram desde a tarde desse sábado (16). E as águas continuam descendo, de cidades como Pouso Alto e Cristina.
Passo novamente pela loja de artesanato. A dona começa a recolher os produtos. Muita coisa, vai levar para guardar em casa.
A enchente, acredita, é questão de horas.