O Instituto Inhotim fica em Brumadinho, perto de BH, a 3 horas de carro de Varginha. É um belíssimo parque botânico, com 140 hectares de área. Não dá pra conhecer tudo em um dia apenas. O visitante pode fazer o passeio a pé ou em carrinhos elétricos (25 reais por pessoa), que funcionam em esquema de transporte coletivo. Se você ficar um dia apenas, é melhor comprar o transporte.
O local, uma antiga fazenda comprada pelo dono de uma mineradora, virou o parque aos poucos. O proprietário é fã de arte. Colecionava, por conta própria, obras modernas e contemporâneas. Depois de mostrar o acervo para amigos, fez uma experiência: apresentou o esboço de parque para alunos da rede pública de Brumadinho. A partir daí, o local tomou forma oficial de parque botânico.
Ainda está em dúvida se vale a pena ir? Imagine um museu a céu aberto. Você está caminhando nas trilhas e, de repente, encontra um imóvel coberto de aço inoxidável, bem no meio da mata. Por dentro, esculturas em resina imitam uma gruta. Parece coisa da antiga série Lost. Em outros momentos, a paisagem lembra o filme Jurassic Park.
Em meio a árvores centenárias, você se depara com uma árvore de bronze suspensa no meio de cinco árvores gigantes. Pouco depois, encontra três fuscas multicoloridos. E uma cabana parecida com os abrigos dos comandantes na Guerra do Vietnã. E um viveiro educativo e sensorial, com temperos, flores e plantas venenosas. Há, ainda, galerias –prédios imensos que abrigam intervenções artísticas, fotos, quadros e o que mais você imaginar. Cada uma fica um pouco distante da outra. Mas nada que uma caminhada de cinco minutos não resolva.
Destaque para os lagos, com uma água verde inacreditável (a guia explica como eles conseguem a cor). E para as obras. Como o coro de 40 vozes representadas por caixas de som espalhadas em um salão. A escultura que representa o sistema econômico. As viagens de Neville de Almeida e Helio Oiticica (CosmoCoca), em que você pode inclusive entrar na piscina ao som de John Cage, iluminado por projeções de filmes e raios de luz. A criançada adora.
Ou ainda as belas imagens na galeria de Adriana Varejão (só o imóvel já vale a visita), o Jardim de Narciso, instalação no telhado de um prédio, o jogo de fios dourados em um salão semi-iluminado.
Há bares, cafés (preço salgado) e dois restaurantes. O Tamboril é mais caro: R$ 67 por pessoa, que pode se servir a vontade. Já o Oiticica tem refeição por quilo (eles falam “bufê”), R$ 38,90. Não fica muito longe do preço em Varginha. Pague R$ 10,75 pela refeição. Gostou? A entrada custa R$ 40,00 por pessoa (isenção para idosos e jornalistas. Estudantes, crianças e idosos pagam meia. O estacionamento no parque e serviço de guarda-volumes para bolsas e malas são gratuitos.
Programa para toda a família. Agrada crianças de 8 anos, adolescentes de 15 e adultos de 40. Ótima opção para quem prefere um carnaval sem barulho. (Textos e fotos: Marcus Madeira)
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Muito massa a matéria, deu vontade de conhecer Madeira!!!
Madeira, parabenizo-o pelo texto soberbo.Você cumpre um papel iluminador sobre questões falsas que circulam pelas redes sociais atribuindo a INHOTIM questões não procedentes sobre as reais condições em que se encontra atualmente. De uma maneira simples e com fotografias atraentes atrai a atenção de crianças de 8 anos, adolescentes de 15 e adultos de 40 para um majestoso parque botânico e Museu a céu aberto. Acrescento, caro Madeira, o interesse de idosos e esclareço que dependentes físicos têm a opção de utilizarem o carrinho elétrico gratuitamente e com acompanhante. Reforço: uma excelente opção para o carnaval .