
Será na quarta-feira 28/2, às 10h30, no Centro Administrativo do Sul de Minas. Os servidores pedem o cumprimento de promessas de campanha do governador Fernando Pimentel e tratamento igualitário na concessão de ajuda de custo.
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Será uma das maiores manifestações do funcionalismo da saúde, sendo realizada na Cidade Administrativa (BH) e nas 28 Unidades Regionais de Saúde, incluindo a de Varginha.
Além das manifestações, foram enviados ofícios à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), sensibilizando os deputados para o fato de não ter havido reajuste salarial para reposição das perdas inflacionárias, nem revisão dos Planos de Cargos e Salários, além de outras promessas de campanha que não se efetivaram, além dos salários parcelados e atrasados.
“A principal reivindicação tem origem no tratamento diferenciado dado a outras secretarias, como aconteceu no dia 24 de janeiro de 2018, em que foi concedida ajuda de custo para os servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SISEMA), por meio do Decreto Estadual n° 47.326, de 28 de dezembro de 2017”, dizem os servidores.
Os pedidos
Ajuda de custo com valor diário não inferior ao concedido para o SISEMA.
Cumprimento da promessa de campanha de redução da jornada de trabalho para 30 horas.
Reposição inflacionária de todo período (desde 2015 até 2018).


Wallace, a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza/recomenda que profissionais que atuam na área da saúde tenham carga horária máxima de 30 horas semanais. Um exemplo disso já ocorre da administração pública mineira. Refiro-me ao Ministério Público Estadual: enquanto os demais analistas e oficiais têm carga horária de 7h/dia, os analistas especialistas em saúde pública possuem carga horária de 6h/dia, ou seja, 30h semanais. Portanto, o próprio Parquet mineiro reconhece este direito.
O atual governador das Minas Gerais – Fernando Pimentel – quando ainda candidato ao cargo, percebeu a necessidade de realizar esta justa adequação, assumindo um compromisso com a categoria.
Além, o funcionalismo da saúde, sobretudo o da SES/MG, amarga anos de vencimentos congelados. Oportuno frisar que o reajuste anual é garantido por lei, mas tem sido ignorado pelas autoridades públicas responsáveis.
Além disso, reconhece-se a necessidade de atualização do Plano de Carreira, Cargos e Salários destes servidores, para que o mesmo incentive a contínua e necessária qualificação destes agentes públicos. Penso não ser de seu conhecimento, mas muitos dos servidores da SES/MG são extremamente qualificados, possuindo especializações, mestrado e até mesmo doutorado. Todavia, o Plano de Carreira vigente não acompanha e não “premia” esta qualificação, necessitando ser modificado. E este foi outro compromisso assumido por Pimentel quando ainda era candidato ao governo de Minas.
Assim, o resumo acima ilustra que a situação não é tão simplória como fora colocada por você. Caso queira se inteirar acerca de todo este cenário, vá até a Superintendência Regional de Saúde no dia 28/02, e converse com os servidores, que poderão detalhar para você este justo pleito.
Caramba! Quer dizer então que querem trabalhar menos e ganhar mais?