Vamos aprender com o passado, para evitar que a história se repita

O Cemitério Paroquial, que recebeu corpos de vítimas da Influenza, ficava no alto da avenida Rio Branco, onde hoje é a Praça da Fonte
Foi a maior causa de mortalidade na história da cidade. Em 96 dias, entre 18/10/1918 a 21/01/1919 a gripe espanhola matou 184 pessoas. No mesmo período, outras 132 pessoas morreram por outros motivos, como pneumonia. No período da pandemia foram 316 mortes. A maior parte das vítimas era formada por pessoas de classes baixas.

A quantidade de mortes apressou a mudança do cemitério paroquial (na antiga praça Barão do Rio Branco, atual Praça José de Rezende Paiva) para o cemitério municipal. O cemitério antigo foi interditado em novembro de 1.918. A lei que transferiu o cemitério determinava a remoção de “ossos, túmulos, mausoléus e demais despojos mortuários existentes no referido campo santo” em até cinco anos.
Quatorze pessoas foram sepultadas no cemitério paroquial, no alto da avenida Rio Branco. As outras 170 já foram levadas para o cemitério novo. Lei municipal proibia as pessoas de acompanharem o enterro. Essas informações foram retiradas do livro Gripe Espanhola em Varginha, de autoria de José Roberto Sales. Leitura rápida e precisa. O livro pode ser encontrado na Biblioteca e Museu municipais.


Muito interessante essa informação, eu já ouvi algumas coisas à respeito , através de meu pai.
É possível que a tal Casa de Caridade da foto acima se localizava onde mais recentemente. foi construído o Hotel Globo ao lado do Colégio Marista. Era dotada inclusive de um sombrio necrotério. Posteriormente teria passado a ser propriedade do Dr. Módena,
Vale ressaltar que o Presidente da República Rodrigues Alves, faleceu vítima da gripe espanhola 1918.
O CEMITERIO PAROQUIAL ERA SÓ RESERVADO AOS PADRES E AS FREIRAS NA OCASIÃO,TIRO ESSA DUVIDA PARA SABER , NOMAIS QUALQUER UM ESCREVA MAIS , OU SERA ERA PRA BAIXO DA IGREJA MATRIZ. TECHAU OBRIGADO. DEON
Na década de 40 ( 45 /46) existia na área do antigo cemitério, campos de voley-ball,basquete e tenis.Eram usados pelos varginhenses que praticavam esses esportes.Os garotos como eu jogavam futebol num desses campos todas as tardes. De vez em quando a gente encontrava crâneos e ossadas. Tinha curiosos que procuravam arcadas dentárias para ver se tinham ouro.A gente dizia: vamos jogar bola no Cemitério Velho.Os circos e Parques de Diversões eram armados nesse local. Detalhes de minha infância.
Gostaria de saber maiores informações a respeito da santa casa de misericórdia.
Tem alguma coisa em Varginha…
muito estranha!!!
Estamos em uma época…muito esquisita!!!!
E não podemos esquecer..do passsado!!!
Muito bem colocado…pela Maria G.M !!!
Eu apoio!!!! ( Hein )
Sei que houve mais histórias envolvendo a transferência do cemitério, mas, como forasteira ,não ouso comentar, deixo para os mestres de plantão.
Seria interessante saber a população em números na época e assim perceber o impacto dessas mortes, embora cada um seja por si só uma perda irreparável.
Há também suspeitas de que os sobreviventes da gripe apresentaram sequelas neurológicas mais tarde, semelhantes ao Parkson.
Enfim, mais um resgate valioso de uma história que não pode ser esquecida.