Silêncio se quebra com palmas diárias aos profissionais de saúde, às 20h

A vida por aqui está não se sabe como, aliás, nem sei se posso chamar isso de vida, não vejo, não sinto, nem ouço a vida!
Estou trancada em um apartamento de 40m2, com liberdade restrita, não tenho contato físico e visual com ninguém ha um mês, nunca, jamais na vida senti o que tenho sentido nos últimos dias.
Os vídeos de Paris vazia são tristíssimos, parece que a civilização acabou, como um antigo programa do History Channel, “O mundo sem ninguém” .
Ao sair na rua em casos estritamente necessários, ninguém se olha, ninguém se aproxima, aliás, todos se distanciam, trocam de calçadas, os movimentos estão friamente calculados.
Ao entrar no Carrefour eu tropecei e quase caí, imediatamente achei engraçado e dei um sorriso para a moça do caixa, que me retribuiu com olhar de indiferença, deve ser o stress, não dá pra relevar!
O silêncio diário se quebra quando ouvimos sons de passarinhos ou às 20h com as palmas aos profissionais de saúde, fora isso, nada, somente nada, tudo apático!
Durante 3 dias senti uma bola no peito seguido de dor ao respirar, será corona? Capaz! Angústia! Ela está afetando mais que corona, eu garanto!

Com isso só consigo pensar no quanto as relações humanas são necessárias, não dá pra viver sozinho por muito tempo, necessitamos de trocas de olhares, de toques, de conversas, de sentir, ouvir, de compartilhar!
Aquela ideia de viver em ilha deserta é um pesadelo, estou preferindo a gritaria do povo lá em casa misturado aos latidos dos cachorros logo cedo do que esse « nada » que nos ensurdece e corrompe a alma.
Provavelmente esse período de quarentena será prolongado, não sei quando isso acaba, vamos seguindo entre calmantes, soníferos, livros e Netflix, pois a coisa aqui tá feia!

Ao invés de tomar calmante e sonífero, vai namorar…
Coitadinha! Tá precisando de companhia. Tô chegando aí em breve, viu Vanessinha!?
Você está no Paraíso, imagina pra quem mora nas periferias do Brasil…
Bora trocar?
Topas vir pro 3° mundo?
Coitada…
Que situação desumana…
Temos sorte de estarmos no Brasil né?
Deus permita que tudo isso passe logo ,,então iremos todos para rua festejar com alegria e esperança de dias melhores com muito abraços .Força e fé no momento , para todos .
É a grande realidade que estamos passando nesse momento difícil
Sábias palavras muito verdade tudo isso
Que palavras bonitas,,, disse tudo em poucas palavras de sabedoria
Se na França o convívio social está fragilizado em função do Covid 19, imagine no Brasil onde
o calor humano é uma de suas principais características.
Estamos convivendo com fatores exógenos importados da China que mais parece filme de ficção. O importante é procurar ser feliz na medida do possível.
Forças pra ti, Vanessa! Que após essa fase você encontre muitos sorrisos pela vida… tenha fé que logo isso passa, tanto para você quanto para todos nós. Abraço.
É o que deveria estar acontecendo em Varginha, só que todo mundo tem desculpa pra sair.