
Em maio de 2018, caminhoneiros de todo o país organizaram uma paralisação. Durante dez dias, a população sem alimentos frescos e combustível. O Mercado do Produtor ficou fechado alguns dias, houve corre-corre aos supermercados e postos de gasolina e alguns serviços públicos foram interrompidos.
Quase três anos depois, nova greve foi convocada por alguns integrantes da categoria para esta segunda-feira (1º/2). É difícil saber, com certeza, se haverá a paralisação.

Para o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Sul de Minas, sediado em Varginha, Sérgio Augusto Viana, dificilmente a greve será realizada. Sérgio participou do protesto em 2018.
Ele falou de Cuiabá com o BlogdoMadeira, por telefone. “Aqui no Mato Grosso tudo indica que não terá greve. Santos [um dos locais onde há mais caminhoneiros no país] não vai [realizar o protesto]. Outra coisa: a gente pede 10 itens, o governo dá um. Em 2018 foram atendidos dois requisitos. Mesmo assim, em termos. Melhorou muita coisa, O Bolsonaro baixou o imposto de importação de pneus, a gente sabe que demora”.

“Apenas 10% a 20% dos caminhoneiros querem [a greve]. A maioria sabe das dificuldades do país [em relação à pandemia] e não quer. Além disso, muitos têm medo de represálias, de motoristas jogando pedra nos caminhões. E as entidades que têm CNPJ não querem”.
A principal queixa dos caminhoneiros é a alta do preço do diesel, que teve aumento de 4,4% no final de dezembro e é o combustível mais usado pela categoria. Eles também pedem reajuste na tabela do frete para o transporte rodoviário de carga.
Veja abaixo entrevista feita poucos dias antes do final da greve de 2018, com João Piceli, caminhoneiro de Varginha.
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Esperamos que não aconteça, este não é o momento para pararmos o brasil novamente