“Não se deve planejar aglomerações em sítios, chácaras, churrascos, almoços e festas clandestinas”, pede Dr. Luiz Carlos Coelho

O secretário de Saúde de Varginha, Dr. Luiz Carlos Coelho faz um alerta para a população: “Se não conseguirmos barrar as aglomerações do carnaval, nós teremos um novo sufocamento dos serviços de saúde na primeira semana de março, vislumbrando até mesmo um colapso”.
Leia a íntegra da entrevista:
“Mais do que nunca é momento de prevenção: higiene das mãos, do ambiente, das superfícies. O uso de máscaras constante, trocadas periodicamente, é lei. Você não precisa concordar, você precisa cumprir. Existem multas sendo aplicadas pelo não uso de máscaras, porque isso representa uma ameaça para as pessoas do convívio daquele que, por deliberação pessoal, entende que não vai usar. Ou que vai usar somente quando entrar em algum estabelecimento que exige. Não deixe que seu egoísmo e falta de empatia provoquem a dor de uma família.
A distância social continua muito importante. Permanecer a 1 metro e meio um do outro.
É fundamental atentar para o fato que as aglomerações provocam um risco altíssimo de contaminação. Primeiro porque há uma proximidade maior entre as pessoas. Ao mesmo tempo o descuido das medidas de prevenção acontece nesses grupos. E até por perspectivas de estarmos com variantes circulando, o que aumenta as taxas de transmissão.
Não se deve planejar aglomerações em sítios, chácaras, churrascos, almoços e festas clandestinas, no carnaval. Se não conseguirmos barrar as aglomerações do carnaval, nós teremos um novo sufocamento dos serviços de saúde na primeira semana de março, vislumbrando até mesmo um colapso. É uma responsabilidade de todos nós. Não terceirize sua parte, faça a sua parte. Nós precisamos interferir na taxa de transmissão no cenário epidemiológico, para cumprir as medidas de prevenção até que um dia tenhamos vacinas para todos e que possamos partir para um outro discurso”.

