
Na última sexta-feira (14/5), o governo federal anunciou a compra de mais um lote de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, que devem ser entregues entre setembro e dezembro de 2021.
O novo acordo garante um total de 200 milhões de doses do imunizante até o fim do ano, já em abril as primeiras remessas começaram a chegar ao País.
A vacina foi testada em 43,5 mil pessoas de seis países (incluindo Brasil), e é uma aposta segura para a imunização da população contra o novo coronavírus.
Como o BlogdoMadeira antecipou ontem, Varginha se candidatou a conseguiu se credenciar para receber a vacina.
Foi preciso comprovar que a cidade possui logística eficiente para receber, armazenar e manusear corretamente o imunizante – a vacina da Pfizer tem mais eficácia, produção mais rápida e barata, mas é mais complicada de manusear. Olha só:
Confira 7 coisas que você precisa saber a vacina da Pfizer/BioNTech:
- Tecnologia RNA-mensageiro
A vacina da Pfizer usa a tecnologia chamada de mRNA ou RNA-mensageiro, que usa a engenharia genética para fazer a replicação de sequências de RNA para fabricar o imunizante. Essa “cópia”, no entanto, não é nociva como o vírus, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa robusta no organismo. - Eficácia alta
A terceira fase de testes da vacina da Pfizer foi anunciada em novembro de 2020. O estudo divulgado mostra conclusão da terceira fase de testes: a vacina não apenas é segura como ainda apresenta 95% de eficácia. Em outro estudo, a vacina da Pfizer se mostrou capaz de reduzir o risco de casos graves da covid-19 já a partir da primeira dose em indivíduos com 70 anos ou mais. - Resistente às variantes
Em fevereiro, um estudo publicado na revista científica Nature Medicine mostrou que a vacina da Pfizer foi capaz de neutralizar, em laboratório, três variantes do novo coronavírus que apareceram no Reino Unido e na África do Sul, consideradas ainda mais transmissíveis que a cepa original e apontadas como grandes obstáculos ao controle da pandemia.
Em outra análise, publicado na revista científica New England Journal of Medicine, o imunizante também foi capaz de neutralizar uma variante P.1, identificada pela primeira vez em Manaus e considerada altamente contagiosa. - Armazenamento em freezer especial
A vacina da Pfizer precisa ser estocada a -75ºC, o que acabou se tornando um desafio de logística para muitos países. O motivo pelo qual o imunizante precisa de temperaturas tão baixas é a sensibilidade da molécula de RNA, que só se mantém estável e efetiva nas condições de congelamento. No início do ano, no entanto, a farmacêutica apresentou um trabalho ao FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos), órgão regulador de medicamentos, afirmando que a vacina poderia ser armazenada em freezers e refrigeradores farmacêuticos em temperaturas de -25ºC a -15ºC por até duas semanas. - Poucos efeitos colaterais
As reações mais comuns após a aplicação da vacina da Pfizer são dor de cabeça, fadiga e febre, além de dor no local da aplicação— comuns também em outras vacinas. Alguns poucos pacientes (entre centenas de milhares), no entanto, apresentaram forte reação alérgica imediatamente após a injeção. Um paciente nos EUA e dois britânicos chegaram a sofrer o chamado choque anafilático, associado à vermelhidão da pele e à falta de ar. Como estes indivíduos não tinham nenhuma doença anterior nem alergias conhecidas, as autoridades britânicas advertiram pessoas alérgicas contra a vacinação. - Segura para grávidas
Divulgado recentemente, um estudo preliminar realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, mostrou que a vacina da Pfizer não gera risco para gestantes. No Brasil, após recomendação da Anvisa, apenas a vacina da Pfizer e a Coronavac estão liberadas para gestantes. - Liberada para adolescentes
No início de maio, o FDA americano autorizou o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em adolescentes de 12 a 15 anos. De acordo com a autoridade, foi realizada uma revisão rigorosa e completa de todos os dados disponíveis da vacina. A avaliação concluiu que os benefícios do imunizante para pessoas com 12 anos ou mais superam os riscos associados à aplicação do produto.
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