
A edição número 249 do jornal Tribuna Varginhense em 24 de junho de 1961 fala sobre a possível instalação de iluminação pública na cidade de Varginha.
Na matéria, o autor fala que é de interesse do Prefeito instalar a iluminação pública na cidade antes que o mandato termine, pois a em vários pontos da cidade vinham passando por dificuldade por conta da falta de iluminação “registra-se em vários pontos da cidade, ultimamente, assalto a casas e a transeuntes retardatários”.
É engraçado pensar que mesmo depois de 60 anos os problemas são quase os mesmos.
A iluminação pública veio e foi trocada em 2021 em quase toda cidade.



Apareceu hoje para mim este post do Blog.
Muito interessante o assunto.
Houve uma época em que após as 22 horas a iluminação pública era desligada para poupar energia. E a cidade ficava às escuras. O que não era muito diferente de quando as lâmpadas estavam ligadas, conforme cito a seguir.
Até 1970, quando a Cia. Sul Mineira de Eletricidade era a concessionária de energia elétrica, as lâmpadas utilizadas na iluminação pública eram as incandescentes, em média com 25 watts de potência. Isso significava escuridão total. Aí então era comum o povo ver sacis, vampiros e mulas sem cabeça à noite pelas ruas da cidade…
Em 1970 a Cemig tirou a cidade das trevas, inaugurando a iluminação com lâmpadas de descarga (vapor de mercúrio). Nessa época eu morava no final da Av. São José e me lembro perfeitamente como ficamos extasiados quando a nova iluminação foi ativada. A noite virou dia.
O centro da cidade, relacionado à notícia publicada no post, recebeu a partir de fevereiro de 1962, ainda na administração do fantástico prefeito José de Rezende Paiva, iluminação pública com lâmpadas a vapor de mercúrio. A melhoria abrangia a Av. Rio Branco e Rua Presidente Antonio Carlos. Foi contratada pelo prefeito a empresa Blue Neon para a realização do serviço (fonte: Correio do Sul de 01/02/1962).
Não sei se alguém vai ler o que eu escrevi, mas é importante ressaltar que a evolução tecnológica foi absurdamente grande. Atualmente, quando alguém fica indignado que tem uma lâmpada queimada num poste de uma rua tal, não faz a mínima ideia da precariedade e dos sufocos de antigamente.