
Durante o Blog ao Vivo na última semana alguns leitores perguntaram sobre os casos de novas variantes do Covid-19 que têm surgido no Sul de Minas.
O médico Robertson Rodrigues Pereira Júnior (foto) recomenda que a população se vacine.
Segundo ele, acontece em muitos casos é que é que quanto mais tempo as vacinas demoram a serem aplicadas na população em geral, mais surgem novas formas de vírus e cada vez mais potentes.
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O ideal é que as pessoas se vacinem, as vacinas conseguem diminuir a propagação do vírus, após 30 dias o sistema imunológico da pessoa fica mais competente em tentar diminuir a chance de se infectar, mas se infectada os sintomas da doença podem evoluir de forma mais branda.
De acordo com o Doutor, a variante Delta que já vem sendo falada a mais tempo, é uma variante do vírus tradicional que é mais transmissível que o vírus puramente simples e se transmite mais fácil.
Mas não significa que seja mais letal que a Cepa original. Alguns estudos apontam que a delta seja mais letal, mas não há uma comprovação.
Já a variante MU que vem sendo falada muito na Colombia e no Equador também é uma variante do vírus tradicional e muito transmissível, o problema é que quanto mais tempo demora para vacinar a população em geral ‘mais o vírus fica esperto’ e vai tentando mudar o código genético.
O poder de infecção dele aumenta a partir do tempo em que as pessoas demoram para se vacinar. Os vírus mais potentes e que se sobrevivem a essa vacinação vão se tornando cada vez mais infectantes.
Para dar o diagnóstico dessas variantes é muito difícil, tem que fazer o teste genômico, geralmente feito em capital ou em centros de estudo. Lá eles fazem um teste genômico para saber qual o tipo de vírus, se é uma variante ou não.
Na prática, muito difícil de se fazer, só feito em centros maiores.
“A população como um todo, deve continuar tomando cuidado como: se vacinar, usar máscara, se possível luvas, o distanciamento. Ainda não sabemos se as vacinas são capazes de nos proteger contra as variantes. Alguns estudos dizem que sim, outros que não, então o cuidado deve continuar sempre” reforça o médico.
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