
Há três semanas, Lucyene cumpre um roteiro diário: acorda e cuida dos três filhos.
Depois sai de sua casa, no Bairro Centenário em Varginha e vai até Alfenas, dirigindo o carro emprestado pelo pai.
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Ela passa o dia no Hospital Alzira Velano acompanhando o filho mais novo, de um ano, que se afogou dia 25 de setembro na piscina de casa, no Bairro Centenário.
João está há um mês dias em coma.
Depois, Luciene volta para Varginha, onde reencontra os outros 3 filhos.
Quando o pequeno João se afogou e foi levado para a UTI pediátrica de Alfenas, há um mês, Luciene ficou hospedada durante uma semana em uma pensão naquela cidade.
Luciene conversou com o Blog do Madeira hoje (27/10) pela manhã: “Com o tempo percebi que minha presença não ia adiantar em nada, psicologicamente não me fez bem. Ficava parada o dia todo dentro do hospital, sem poder chegar perto do meu filho. Além disso, ficava mais caro. Pagava 80 reais por dia só de pensão, mais 40 de almoço e janta. Indo e voltando, pago 80 reais de combustível e consigo ficar perto dos meus outros filhos e também do João Pedro. A Secretaria de Saúde de Varginha não me cedeu transporte, pelo fato de eu estar como visita, e não como acompanhante ou consulta. Graças a Deus consegui um carro emprestado com meu pai e muita gente está me ajudando”.
“Ele venceu a morte”
Luciene gonçalves Paulo, mãe do pequeno João Pedro
Luciene diz que o bebê completou um mês em coma, nessa segunda-feira.
“Tiraram o tubo da traqueostomia e a sedação. Hoje (27/10) vou ver como ele está. O João apresenta movimentos, mas não acordou do coma natural. Estamos rezando para ele sair [do coma] e ir para um leito de enfermaria”.
Luciene diz que agora precisa preparar o quarto dele, em casa.
Ela vai ter que comprar (ou pedir emprestado) equipamentos de hospital, como cama e aparelhos para medir a pressão e oxigenação.
Quem puder colaborar, veja o que ela precisa e o Pix abaixo:



teria contato dela, posso ajudar com um equipamento que tenho em casa.
NOTA DO BLOG: Enviei para o seu e-mail, Renan, blz.
Cidadã Consciente, eu concordo com você.
Julgamentos são fáceis de serem realizados seja pessoalmente ou em rede social. Compreensão da situação e compaixão seria mais benéfico para esta família. Mesmo que a mãe tivesse errado, deve-se ter cautela com o comentário. Nem sempre quem julga é isento de culpa em algum momento da vida.
Muita gente tá julgando essa mãe (xingando ela nas redes sociais), mas poucos sabem da real história. Então, deixemos os julgamentos pra depois, e vamos ter mais empatia, pensar na dor dessa mãe. Vamos ajudar o João Pedro a sair dessa! Que a gente possa ajudar de alguma forma, doando o que puder, para que ele tenha uma boa recuperação.