
Após a maior alta no ano ocorrida no mês de outubro, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, teve uma queda de -3,07% neste mês de novembro comparado com o mês anterior. A queda nos preços de produtos como banana, batata, leite integral e carne bovina contribuiu muito para esse resultado.
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Em 12 meses, de novembro de 2020 a novembro de 2021, a cesta básica em Varginha apresentou alta de 11,89%. No acumulado deste ano de 2021, entre janeiro e novembro, a elevação é de 7,02%. A pesquisa ocorre através da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo como base a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE.
Através desta última pesquisa foi possível verificar que neste mês de novembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$543,43, correspondendo a 53,41% do salário mínimo líquido. É o quarto mês consecutivo que o valor da cesta básica fica acima de metade do salário mínimo líquido. Um trabalhador que recebe o salário mínimo mensal precisa trabalhar 108 horas e 41 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.
Comparando os preços de novembro com o mês de outubro, nota-se que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, cinco tiveram alta nos preços médios: café em pó, farinha de trigo, açúcar refinado, óleo de soja e tomate. Oito produtos tiveram quedas em seus preços médios: banana, batata, leite integral, carne bovina, arroz, feijão carioquinha, manteiga e pão francês.
A pesquisa demonstrou claramente que, além da dinâmica da oferta, o comportamento da demanda por parte do consumidor influenciou de maneira significativa as variações de preços neste mês. A grande elevação no valor da cesta básica em outubro (a maior do ano de 2021) forçou os consumidores a buscarem alternativas de substituição de produtos mais caros por outros mais baratos, diminuindo a procura por aqueles produtos. Porém, mesmo com essa queda no índice é importante destacar que o valor desta cesta ainda se encontra bastante elevado e representando mais da metade do salário mínimo líquido. Reforçamos que a variação dos preços nos próximos meses será muito dependente da dinâmica da oferta e do comportamento da demanda, principalmente externa. Os consumidores precisam continuar atentos às possibilidades de substituição de produtos e marcas a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico.
A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.
Os mais “pobres”…. são sempre os que pagam as contas. Muitas crises são criadas e alimentadas por poderosos. O “FIQUE EM CASA” não foi diferente. A grande mídia, patrocinada por muitos perversos, teve participação decisiva para deixar ricos bem mais ricos e os pobres bem mais pobres.
Como em todas as crises, muitos comerciantes, na ganância de lucrar o máximo, exageram na formação dos preços dos seus produtos. É comum constatar diferenças de 50 a 150% no preço do mesmo produto em estabelecimentos diferentes. Típico de falta de escrúpulos de parte da classe, pois, quem mais sofre com isto são os mais vulneráveis, os mais humildes, os mais probres.