
Marco Antônio de Souza começou a vida trabalhando na lavoura. No final do mês, gastava o salário rapidamente.
Seu primo começou a traficar maconha. Em uma semana, ganhava mais do que ele recebia em 30 dias. “Ambição, saí do serviço e tomei gosto”.
Ele conta que, no começo, vendia meio quilo de maconha. Passou para um quilo, depois dez quilos por mês. “Escondia em um buracão na Vila Bueno”.
À época, além de traficar, Marco cheirava cocaína. “Mesmo assim, me controlava. Consegui guardar dinheiro. Comprei uma casa, um terreno, uma moto, tinha duas contas no banco.
Marco controlava o tráfico na cidade. Vendia em dez “bocas”, como no Corredor São José, Catanduvas, Corcetti e Imaculada. Comprava a droga na Estação da Luz, em São Paulo. “Mas a maioria, comprava em Alfenas, era mais fácil e mais barata, só que vinha ‘batizada’” (misturada com bicarbonato, pó de mármore etc.).
Na época, Varginha tinha quatro grandes traficantes. O resto era chamado de verdureiro (quem vende para bancar o vício). Durante 10 anos, Marco foi o principal traficante da cidade.
“Aí chegou o crack”, conta. Ofereceram a droga para Marco vender. Ele diz que se negou. Até descobrir que dava muito mais dinheiro. Em um dia, ganhava quase 10 mil reais.
Enquanto cheirava cocaína, Marco controlava o vício. “Cheirava no fim de semana, segunda-feira estava de ressaca, mas conseguia ‘trabalhar’, dava pra controlar. Vi um amigo ter overdose no chão, quase morreu. Mas continuei. Quando experimentei o crack pela primeira vez, não gostei. Dava mais “fissura”, em meia hora, a vontade de fumar voltava”.
Ele diz que ficou viciado da terceira vez que fumou crack. “O comum era começar na sexta. Parava só na segunda-feira, depois de gastar 7, 8 mil reais”. Uma vez, ficou uma semana ‘embalado’. “Sem tomar banho, sem comer direito. Fui pra roça e me tranquei. Fiquei paranoico”.
Marco perdeu tudo. A casa, o terreno, as contas no banco. Não conseguiu pagar dívida de droga e apanhou do PCC. “Quebraram minha costela, fiquei 15 dias sem andar. Fui jurado de morte três vezes”.
Foi preso, onde reencontrou vários “verdureiros”, que vendiam droga para ele no passado. “A maioria dos detentos já trabalhou pra mim”, conta.
Marco diz que só conseguiu sair da droga (curiosamente) devido à falta do apoio da família. “Foi só no momento que minha mãe disse ‘não’ que eu entendi. Porque se a família fica dando dinheiro, passando a mão na cabeça, o sujeito não sai dessa vida”.
Também encontrou apoio na religião. “Hoje ajudo desabrigado de rua, detentos. Sou evangélico. Há 12 anos não uso nenhuma droga, nem cerveja bebo. Todo domingo à tarde e durante a semana, à noite, levo comida para moradores de rua”.
Voltou a trabalhar catando lixo. Envolveu-se na criação da cooperativa e, através deste trabalho, se elegeu vereador.
Apesar do êxito no momento, Marquinho da Cooperativa sabe que o acesso às drogas na cidade continua muito fácil – apesar do trabalho diário das polícias. “Alguns lugares onde nem precisa ser conhecido para comprar: Praça São Charbel, Bairro de Fátima, Corcetti, Imaculada, Padre Vítor, Novo Tempo, Carvalhos e Jardim Primavera, o ponto mais forte, que abastece a cidade”.
Hoje o crack é tratado como um inimigo. Que deve ser respeitado, para evitar nova recaída.


Estagiário : Madeira, não tem nenhuma novidade para publicar, já tá quase na hora de eu ir embora, o que eu faço ? madeira : Há , pega uma matéria velha ai, e reedita, pode ser a do ameaçador de repórter mesmo, o povo gosta de comentar. Estagiário : Ok chefe, é pra já !!!!!
Crucificar o vereador Marcos pelo seu passado acho que uma crueldade enorme. Ruim é termos tido na Câmara Municipal de Varginha verdadeiras drogas ambulantes e ninguém reclamar. Acho melhor tomarem cuidado que nas próximas eleições corremos o risco de vermos muita droga (sujeito sem capacidade) eleito com a desculpa de MEU PROJETO E TRABALHAR PELA SEGURANÇA, EDUCAÇÃO E SAÚDE – dos familiares e amigos. Parabéns Marcos, não sou seu eleitor mas um fato ocorrido no passado não pode perdurar na vida de qualquer cidadão que se arrepende e segue a vida dentro de princípios morais e éticos adequados.
E o kiko??? Dezenas de milhões de asnos tornaram Luis Inacio Luladrão da Silva presidente, e daí??? Isso só prova uma coisa: Qualquer monte de escremento pode se meter com a política. O resto é mi mi mi…
JAIR BOLSONARO “é presidente, e daí??? Isso só prova uma coisa: Qualquer porcaria pode se meter com a política. O resto é mi mi mi…”
CARLOS, LAERCIO e REALILSTA:
Crime de menor potencial ofensivo. Lei 9099.
Na fritada dos ovos, talvez algumas cestas básicas. Até porque, não ofendeu a integridade física da reporter.
Lamentável o blog fazer “propaganda” para um ex-traficante, AMEAÇOU uma jornalista da EPTV… de que lado vocês estão?
E o processo por ameaçar a repórter da EPTV de morte, como está ?
Que conto de fadas lindo!
Mas na prática ameaça repórteres indefesas!
Uma vez bandido, sempre bandido.
Evo Morales é presidente, e daí??? Isso só prova uma coisa: Qualquer porcaria pode se meter com a política. O resto é mi mi mi…
É Sr Vereador, o telhado ainda continua frágil como vidro…
Que bom que saiu desse mundo das drogas que Deus te use mesmo pra resgatar vidas a fora